Uma escuridão que não mostra nem o desenho das árvores, quando já apagadas no meio a madrugada, é o rastro dos pés que juntos ao breu cativam a noite lapidada pelo que não se vê. Bem perto do mesmo corpo, as mãos, sempre obrigadas a estarem por onde os pés caminham, se esfregam frias, vermelhas, secas do vento que bate também nos cabelos, deixando-o todo desconcertado.
Nem o borrão da maquiagem esconde a luta contra o vento destas pernas, que se locomovem tropeçando uma na outra, trepando nos postes pra levantar dos tombos, pra continuar dos rasgos, pra acreditar nos traços, nos lábios, nos aptos e nos criados.
