sábado, 24 de setembro de 2011

O BARULHO DA FOLHAGEM

Credo de medo que fede à saudade.
É sim, a saudade é mal cheirosa.
Tem até gosto do cheiro.
Gosto de quando você só sentiu o cheiro,
Mas tem certeza que aquele gosto existe.

Creio estar à pino.
São gritos ao lago de Anita.
Escuta! Vem lá de longe, sorrindo..
Tem até samba no dedo,
Mas nem usa as mãos,
Tem medo de pegar.

A saudade também pega.
Esconde-se,
Passa rápido,
Finge óbito.
Deita ao seu lado,
Oferece-lhe café,
Afaga-se ao travesseiro,
E adormece tranqüila...
Como se a Madrugada
Fosse festa de coruja.

Cordeirópolis; 23 de setembro de 2011.