Este que descrevo é o lugar que me acolhe por hoje.
O emaranhado da secura natural dos galhos segura os raios aquecidos que tentam chegar até as paredes da casa ao lado. O sono de quem está lá é embalado pelo friozinho da manhã que passa e só cessa quando se vai pro quintal e é raptado pelo verde que te engole apenas de ser olhado todo sequinho e salpicado por umidade
ao sol que acordara bem antes de quase todos .
ao sol que acordara bem antes de quase todos .
As folhagens, das outras que se fazem isoladas, se exibem exuberantes. Coitadas! Se soubessem o quão bela é a secura da exibida que me tomou quatro linhas anteriormente e agora mais uma, todas secariam sem se dar conta de que se livrariam mais cedo de seus frutos e outras belezas que aos meus olhos , neste momento, estão apagadas.
Na mão do silêncio um cigarro de palha quase no fim.
Nos cabelos do fim a quase cegueira na falta de cor.
No casarão, o vigor de quem saiu cedo e volta de vez em quando pelo telefone.
Aqui, refúgio dos bichos, um pedaço de céu aberto querendo pelos telhados vizinhos fazer-se dele, apesar de seu contrário, também sua morada.
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