terça-feira, 26 de abril de 2011

Expoflora

Jardim em frente ao camarim da Expoflora - Holambra

O cheiro das mãos,
O estrago nos róstos.
A lembrança em cada detalhe.

Um emaranhado de cada sabor,
Que é devolvido à cada primavera,
Escondido à cada uma das outras estações.

O duro é saber o cheiro e o gesto,
Ninguém lembra dos mesmos.
E lá, nem de si mesmo.

Talvez, estes, sejam os dezenove.
Dias mais cheirosos do ano.

Cordeirópolis; 07 de abril de 2011

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