quinta-feira, 14 de abril de 2011

Seu Moço


   Desde as mãos até tais ouvidos,
Com caixa de fósforos,
Ou mesmo ruídos.

Falando com charme,
E um trago afinado
Cantar também vale.

Um barulho com as cordas,
Chocalho a vontade
Contando com a chuva
Quem samba é a saudade.

Mas esse moço mirrado
Com o salário apertado
E batuque de lado, calado.
Assim, quase afiado.

Fala seu moço.
Toca pelos dedos!
Marca com teus medos.
Mostra-me seu enredo.

Cordeirópolis; 27 de dezembro de 2010

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