quinta-feira, 5 de agosto de 2010


                                                                                  
                                                                 B 

A
S
T
A
V
A
E
N
T
R
A
R
Nas milhões de hipó         teses de o por quê
aquele teatro estar         vazio do que
a nossa c abe       ça cogitou:
aliados      ao nosso
temo r de
ser
crime
levar cultura
a pequena maioria.
A história do cinema, que
hoje como o filme é uma lembrança
muitíssimo vaga na memória das pessoas
que ignoram o fato deste belíssimo
sonho existir em Cinema
Paradiso, numa
sessão
aberta
com
uma
programação
rica para a conversa
que complementava o que
foi visto. Uma situação assistida pela
mesma.Que vergonha da minha época! O pior
é ter que chegar em casa onde assistem
incansavelmente a TV e ouvir um ator ,
trabalhando para uma emissora
riquíssima estando
muito bem
d e
vida” a
falar sobre
a responsabilidade
dos pais na educação sendo
que já deles há muito fora tirada.
Queria que essas minhas palavras fossem
m
o
m
a ampulheta desta época para que no ento em que fossem escorridas para baixo o tempo fosse outro, mas queria que fosse aquela pequenina para que escorresse mais rápido! 

Cantada ou Falada




O meu gole de café tem que ser uma bela xícara tua.
Cale o meu tropé cá dentro, em teu chalé.
Carrega, dança e chama de mulé.
Canta alto, sentado ou calado, pelo menos falado.
Carrega embalando, sambando e sonhando.
Escorrega pra perto, certo e discreto.

Interpreta, mas desperta.

Tua Saudade que é Minha





Saudade tua
Finda nas lágrimas
que não cessam.

Palavra sua
caminha dos rostos
que não secam.

O tecido que embala o contato
no gigante caminhar dos malabares desencontrados.

Sobriedade nua
tranquila pelos cantos
onde dorme esquecida.

O tecido que embala o contato
no gigante caminhar dos malabares desencontrados.

Dignidade crua
requinta os cacos
por onde escorre
o que nos ocorre.

Dedo Iluminado




Menina mulher. Que tamanho em José?

Pega e lava tudo sem perguntar de quem é o chulé.
Onde será que vai para essa menilher?

Ta querendo ser Alice só que no país das armadilhas, pois só cresce.
Ta querendo ser vagalume, agora tem luz nos dedos que refletem, sem medo, através dos olhos.
Ta querendo ser mil, fazendo milhões de migalhas atarracada de maquiagem.
Ta querendo, nada.

Essa danada ta é fazendo!
Vire meche, de novo, crescendo.
Sobe , vira e encanta maltrapilha.
Fala, grita pra quem faz intriga.
E nos aborrece em corrigir Leolpoldina.

Eta menilher da-me um pouco de ti nesta colher.

É Simples, Mas é de Poesia.





As cordas cantam para as que tocam acompanhadas de chaves, jogadas por clavistas.
As cordas seguram os que cantam a dor do pescoço torcido, esquecidos malabaristas.
Acordas pra quem lhe dá corda, mesmo que Bamba.

Há cordas que te amarram e esmagam.
Retire-se pelas portas que te amargam.
Pois as chaves podem estar do outro lado da maçaneta.

Como não há porta?
Não vê que está no picadeiro?
Escutou o ranger da porta?
Viu os lábios e narizes vermelhos?

Objetos voam;
Coisas desaparecem;
Sombras e estátuas tem vida própria;
Crianças endoidecem;
Pais se reconhecem;
Pessoas crescem;

Pode me dizer qual porta ainda não consegue ver?