quinta-feira, 5 de agosto de 2010

É Simples, Mas é de Poesia.





As cordas cantam para as que tocam acompanhadas de chaves, jogadas por clavistas.
As cordas seguram os que cantam a dor do pescoço torcido, esquecidos malabaristas.
Acordas pra quem lhe dá corda, mesmo que Bamba.

Há cordas que te amarram e esmagam.
Retire-se pelas portas que te amargam.
Pois as chaves podem estar do outro lado da maçaneta.

Como não há porta?
Não vê que está no picadeiro?
Escutou o ranger da porta?
Viu os lábios e narizes vermelhos?

Objetos voam;
Coisas desaparecem;
Sombras e estátuas tem vida própria;
Crianças endoidecem;
Pais se reconhecem;
Pessoas crescem;

Pode me dizer qual porta ainda não consegue ver?

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