Cartola, meu bom menino.
Foi bom esta noite estar com você.
Se pudesse eu mesma gritaria:
_" Não o leve, pois me contou que do samba e poesia sem rodeios a tua cria se arrelia e vira cantoria".
Presente, não meu, nem de fulano e sim do espaço para as palavras, pois umas das estradas que possui como fuga são as linhas.
segunda-feira, 11 de abril de 2011
É,
Essa esquisitice
Que chamam de amor
Na verdade é uma resposta
Do silêncio
Que cada um da a tua alegria
Depois de muito tempo
Sem alimenta-la.
Cordeirópolis 07 de abril de 2011
Bilhete
Peço ainda que não saiam,
Ficaremos de mãos dadas.
Por toda noite é possível me arriscar,
Pois cantando-lhes meninas,
Acalmo toda essa cidade pragrimática.
Seca
Tem veis que a fome
De tão grande e doída
Raspa o estômago
Até a finura da pele.
As veis anda sozinha
Te comi os resto das lembrança
E te afoga na secura
Das lágrima a canta.
Tem veis que pára
E se arresolve dormi
Esquece...
Num vorta nem pra nos abri o zóio.
Cordeirópolis; 10 de Abril de 2011.
Cordeirópolis; 10 de Abril de 2011.
domingo, 20 de fevereiro de 2011
Sem Título
Dose, que por ela, fora servida em bandeja de prata. Assim, é possível instalar-se feito realeza e realizar o que estiver ao alcance. Sem menosprezar a grandiosa força de vontade do poderio que nos acolhe tão verdadeiramente, é claro!
Dose aquela da qual a embriaguez é moldada, cada traço talhado com um rico suor, que soa errado ou de certo está correto e o tal desperto de esperto intui apenas com o que lhe cerco.
Doce sequela encomendada pela inoportuna amiga da juventude.
Amiga Aquarela, Amo-te e ao teu também.
Cordeirópolis; 13 de fevereiro de 2011
Dose aquela da qual a embriaguez é moldada, cada traço talhado com um rico suor, que soa errado ou de certo está correto e o tal desperto de esperto intui apenas com o que lhe cerco.
Doce sequela encomendada pela inoportuna amiga da juventude.
Amiga Aquarela, Amo-te e ao teu também.
Cordeirópolis; 13 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Lábios Cortados
Cada passo temido
Acompanhado
De um ou dois olhares atravessados
Inquieto lábio insensato,
Características cautelosas
De noites mal dormidas,
Porém bem acordadas.
Mãos e rostos entrelaçados
Cada censura de ar atropelada
Na quina e nos altos da cama.
Em seu contrario, santuário
Encantadoramente
Nada Instalado.
Quintal de Alguém
Este que descrevo é o lugar que me acolhe por hoje.
O emaranhado da secura natural dos galhos segura os raios aquecidos que tentam chegar até as paredes da casa ao lado. O sono de quem está lá é embalado pelo friozinho da manhã que passa e só cessa quando se vai pro quintal e é raptado pelo verde que te engole apenas de ser olhado todo sequinho e salpicado por umidade
ao sol que acordara bem antes de quase todos .
ao sol que acordara bem antes de quase todos .
As folhagens, das outras que se fazem isoladas, se exibem exuberantes. Coitadas! Se soubessem o quão bela é a secura da exibida que me tomou quatro linhas anteriormente e agora mais uma, todas secariam sem se dar conta de que se livrariam mais cedo de seus frutos e outras belezas que aos meus olhos , neste momento, estão apagadas.
Na mão do silêncio um cigarro de palha quase no fim.
Nos cabelos do fim a quase cegueira na falta de cor.
No casarão, o vigor de quem saiu cedo e volta de vez em quando pelo telefone.
Aqui, refúgio dos bichos, um pedaço de céu aberto querendo pelos telhados vizinhos fazer-se dele, apesar de seu contrário, também sua morada.
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Voz
A gaveta zombou do puchador.
A dor era tamanha que se enterrou.
O tempo sujou tudo ali de pó.
Cada palavra engavetada
Gritava! Há tanto que já rouca.
A dor era tamanha que se enterrou.
O tempo sujou tudo ali de pó.
Cada palavra engavetada
Gritava! Há tanto que já rouca.
Olhar
O corpo pede que o entrelace.
Suplica cada movimento,
Canta que o dance.
Cada membro se vê moreno na sombra.
Samba o sonho perdido,
Castiga a oportunidade de ontem.
Suplica cada movimento,
Canta que o dance.
Cada membro se vê moreno na sombra.
Samba o sonho perdido,
Castiga a oportunidade de ontem.
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