segunda-feira, 11 de abril de 2011

Dueto Para Flauta e Sax




Driblando as chaves como quem caminha de nota em nota, de tom em tom, crescente ou decrescente, ainda no batente, mesmo que contente soma tudo bem carente.


Solfejo um dó. No semblante da denúncia


Sua soando em alto e em escandaloso som. Agora todas as chaves e depois nenhuma. Aperta a primeira e depois de tempos a ultima. Dois dedos apóiam e os outros se divertem, mas ficam com a obrigação de decorar inúmeras seqüências diversificadas para cada linha ou compasso.


Sereno é o mi! Minha falência em tua ausência.


O vento escorrega, inclina-se e é cuspido pra fora, na senhora com a sacola. Que SENHORA! Ou diria Senhorita?


Só vejo um dó. No cadaver da denúncia.


Arrisca-se em lá, si e mi. Ou, como diriam, lá em cima. Pra quem escuta pela fresta, que gosta ou desgosta e não confessa. Toco um ré e ele atravessa sem pressa, mas se acerta.


Chovendo em fá. Mal vejo a tal renúncia.


Aperta a palheta na parte particular, peculiar da ponta do lábio.


Sofrendo a dó. Descrevo a tal minúcia.


Não era dueto? Pulei alguém?


Não escritora. Desculpe-me. Eu mesma levantei, aspirei o tremor, rompi o que chamara de peculiar e enquanto escrevia voltei rápida pro meu lugar, que cadeira não havia. Sua cara se mexia quase sem pensar, o tempo exato pro suspiro de alívio pelo o que não vira.

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